A operação Lava Jato, deflagrada em 2014 para apurar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro iniciados na Petrobras, teve desfechos distintos no Brasil e no exterior. Enquanto no STF (Supremo Tribunal Federal) prevaleceram decisões que reconheceram a incompetência da Justiça Federal em Curitiba para julgar o caso e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (hoje candidato ao governo do Paraná pelo PL), ao menos 5 países mantêm condenações vigentes, réus presos, acordos corporativos inalterados e quantias bilionárias confiscadas.
Na 3ª feira (18.ago.2026), o Poder360 revelou que a Justiça britânica manteve válidas provas da Lava Jato anuladas pelo STF no Brasil e autorizou o confisco de 7,3 milhões de libras de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de envolvimento em esquema de propinas.
No Brasil, condenações de grandes empreiteiros, executivos e políticos foram anuladas, além do trancamento de acordos de leniência. Já em países como Peru, Estados Unidos e Reino Unido, as investigações internacionais resultaram na punição efetiva de ex-chefes de Estado, altos funcionários públicos, executivos do setor privado e tradings globais de commodities.
Nesses países, os tribunais mantiveram a validade das provas, por entender que usar seus bancos para movimentar propina é um crime próprio e independente das decisões tomadas no Brasil.
