A preparação do Amapá para a exploração de petróleo na Margem Equatorial já começa a provocar mudanças no planejamento de infraestrutura e no ambiente de negócios do estado. Com a atividade exploratória da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, o governo estadual trabalha para antecipar demandas relacionadas a transporte, mão de obra, logística e serviços.
Segundo Wandenberg Pitaluga Filho, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá, o planejamento começou antes da descoberta de petróleo na região. A estratégia inclui ações tributárias, ambientais, capacitação profissional e estruturação da relação institucional com a Petrobras.
“Esse trabalho com relação à estruturação da Margem Equatorial vem acontecendo nos últimos três anos e meio. O governador já tinha uma esteira preparada para começar a entender um pouco dessa cadeia de óleo e gás“, afirmou.
Entre as medidas adotadas está a adesão do estado ao Repetro, regime tributário voltado ao setor de petróleo e gás. O mecanismo faz parte da estratégia para tornar o Amapá mais competitivo na disputa por empresas que podem integrar a cadeia de fornecimento e serviços da indústria. O estado anunciou a concessão do regime à Petrobras em 2025.
A preparação da mão de obra local é também um dos focos. O secretário enfatizou os programas de qualificação para reduzir o risco de falta de profissionais caso a atividade de óleo e gás avance para uma escala maior.
A infraestrutura rodoviária é um ponto de atenção.
