O Hamas e a Jihad Islâmica Palestina acusaram Israel de prejudicar o processo de paz paralisado em Gaza após um ataque aéreo matar pelo menos seis pessoas no território palestino na terça-feira (18).
Os líderes dos dois grupos criticaram o ataque em um comunicado, afirmando que a ação ocorreu em “claro desafio aos esforços dos mediadores para consolidar o acordo de cessar-fogo e garantir sua implementação”. Eles também pediram que sejam intensificados os esforços para “pôr fim a essas violações e obrigar a ocupação a cessá-las completamente”.
A IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmou que “atingiu vários comandantes do Hamas” no ataque. Uma fonte do Hamas disse à CNN que o grupo alvo era uma equipe logística de apoio não combatente, cujos integrantes trabalhavam em um plano para recolher e armazenar armas de acordo com o último acordo de cessar-fogo.
Um menino de 13 anos e seu pai estão entre os mortos. Mais de uma dezena de pessoas ficaram feridas, segundo autoridades médicas do Hospital Al-Shifa, em Gaza.
O ataque israelense ocorreu um dia depois de Jared Kushner, enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a conter os ataques quase diários de Israel em Gaza, que mataram mais de 1.200 pessoas desde a entrada em vigor de um cessar-fogo nominal, em outubro.
Kushner pediu a Netanyahu que “não criasse obstáculos” para um plano de cessar-fogo que está paralisado há meses.
