A cidade de Narva, na Estônia, que faz fronteira com a Rússia.
Denis Kischinewsky/DW
De repente, a tranquilidade cotidiana é interrompida pelo som das sirenes. Celulares recebem alertas enquanto o sistema nacional de emergência é testado. Em uma situação real de guerra, a orientação é buscar abrigo e aguardar instruções. Por sorte, era apenas um treinamento em Tallinn, capital da Estônia, país que faz fronteira com a Rússia e que, ao lado dos demais países Bálticos - a Lituânia e a Letônia - reforçou a preparação de civis desde o início do conflito na Ucrânia.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
"É uma sensação muito ruim. Mesmo sabendo que é apenas um teste, quando a sirene começa a tocar, você sente um desconforto muito grande. Depois que acaba, fica pensando que, se existe todo esse sistema de testes, existe um motivo para ele existir", conta Camila Conti, 31 anos, que mora na região há cerca de dois anos.
A brasileira cria conteúdos nas redes sociais sobre o país, que incluem como é viver num país que está no flanco mais exposto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que permanece em alerta contra ações militares da Rússia.
"Muita gente pergunta se é perigoso morar aqui, se a gente tem medo, se existe risco de guerra. Curiosamente, essa não é uma pergunta que aparece tanto nos comentários, mas sim no privado. Acho que [os seguidores] têm um certo receio de perguntar publicamente", conta Camila.
Brasileiros nos países bálticos: como é viver à sombra da Rússia
