O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), negou nesta 3ª feira (18.ago.2026) ter mantido encontros com Gilbson Cutrim Junior, condenado pelo assassinato de João Bosco Sobrinho, em 2022, no caso conhecido como “Tech Office”. A manifestação foi feita depois de o portal G1 divulgar trechos de um depoimento em que Gilbson afirmou frequentar o Palácio dos Leões, em reuniões com o governador e seu sobrinho Daniel Brandão, presidente afastado do TCE-MA (Tribunal de Contas do Estado do Maranhão).
“Nunca tive relação com esse condenado confesso. Nunca o recebi no Palácio, nem em qualquer lugar”, declarou Brandão em sua conta no X. O governador classificou as narrativas como “mentirosas” e disse não haver provas que sustentem o relato.
Segundo o G1, Gilbson disse à Polícia Federal que tinha acesso recorrente à sede do governo e a uma vaga reservada no estacionamento. “Eu tinha uma vaga no Palácio dos Leões. Eu chegava, entrava, a vaga número 6”, afirmou.
Brandão contestou especificamente essa parte do depoimento. Segundo o governador, a vaga 6 está ocupada há 6 anos por um gerador.
Gilbson também afirmou ter levado dinheiro para Brandão dentro do Palácio dos Leões. “Eu pegava dinheiro deles, dele para levar pro Carlos, inclusive levei valores para dentro do palácio”, declarou à Polícia Federal.
O governador negou a relação. “Não há sequer uma prova de todas essas inverdades que estão sendo ditas. Por isso, afirmo categoricamente que são mentirosas”, disse Brandão.
