Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça (18), após ter uma carreira de mais de seis décadas na televisão e no cinema. De mocinha até as grandes vilãs, a atriz passou por diversos personagens desafiadores na carreira.
Entre eles, ela raspou os fios duas vezes para interpretar grandes papéis. A primeira vez aconteceu para o espetáculo “A Jornada de um Poema”, que ficou em cartaz nos anos 2000 e viria a se tornar uma das 100 melhores peças do século.
Nele, ela vivia Vivian, uma professora que enfrenta o câncer e precisou raspar a cabeça e ainda ficar nua em cena. “Foi um grande desafio, mas também um grande presente para os meus 40 anos de carreira”, refletiu a estrela em suas redes sociais no ano passado.
Em uma entrevista de 2001 para a Folha de São Paulo, Glória falou sobre encarar o visual sem fios. “Raspar a cabeça, para a mulher, eu acho, é o desnudamento total e absoluto. Porque você sabe como é teu corpo, mas você não sabe como é sua cabeça. Raspar a cabeça, para a mulher, eu acho, é o desnudamento total e absoluto. Porque você sabe como é teu corpo, mas você não sabe como é sua cabeça”, comentou na época.
Para o documentário “Tributo” de 2025 da Rede Globo, Claudia Raia e Tony Ramos relembraram que a atriz pediu a opinião deles sobre ter sido chamada para uma peça em que ficaria completamente nua em cena. “A sensação foi de reconhecer, naquele momento, a humildade dela. Ela não precisava perguntar nada para nós, bastava fazer.
