A inteligência artificial (IA) já pode ser usada de diferentes formas em um computador. Chatbots e assistentes como ChatGPT, Gemini e Copilot são exemplos de serviços que podem funcionar na nuvem, enquanto os chamados PCs com IA passaram a incorporar hardware dedicado para executar determinadas tarefas diretamente no dispositivo.
As duas abordagens, porém, não devem necessariamente competir entre si. Para Carlos Buarque, diretor de marketing da Intel Brasil, a tendência é que aplicações de inteligência artificial combinem processamento local e em nuvem, de acordo com as características de cada tarefa. “A gente acredita que todas as aplicações de IA vão ser aplicações híbridas”, afirmou ele em entrevista ao Olhar Digital.
Quando faz sentido rodar IA no próprio computador
Um dos motivos para levar o processamento de inteligência artificial para o computador é evitar que determinadas informações precisem ser enviadas para a nuvem. Buarque cita tanto a privacidade quanto o custo de uso de serviços de IA como fatores que podem favorecer a execução local.
Segundo o executivo, modelos de linguagem instalados no próprio PC podem realizar tarefas como revisão de textos, tradução e análise de dados. Para ele, executar parte dos workloads localmente pode reduzir custos, já que determinadas tarefas deixam de depender do processamento na nuvem. Nesse cenário, o modelo fica carregado na máquina e realiza a inferência localmente, sem exigir conexão com a internet para aquela tarefa.
