A Coreia do Norte condenou os exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul, afirmando que continuará exercendo seu direito à autodefesa para combater o que chamou de ameaças militares por parte dos dois países, informou a agência de notícias estatal KCNA na quarta-feira (horário local).
Um comentário da KCNA chamou os EUA e a Coreia do Sul de “belicistas” que aumentam as tensões na Península Coreana, denunciando o exercício “Ulchi Freedom Shield”, com duração de 11 dias.
A crítica surge depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou no domingo que o Pentágono “reduzisse substancialmente” a participação dos EUA no exercício anual e mencionou seu “ótimo relacionamento” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.
Trump também afirmou na segunda-feira que Kim havia respondido à sua tentativa de aproximação, sem revelar a natureza do contato.
Os exercícios começaram conforme programado na segunda-feira, mas a mídia sul-coreana informou que o comandante das Forças dos EUA na Coreia, Xavier Brunson, visitou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira para discutir planos de reduzir a escala do exercício.
Trump tem buscado retomar o diálogo com Kim, sob cuja liderança a Coreia do Norte expandiu seus programas de armas nucleares e mísseis, apesar das sanções da ONU.
O comentário da KCNA não mencionou Trump nem suas ações.
