O monitoramento dos rins de Diego Maradona, que sofria de “doença renal crônica”, e de suas oscilações de peso deveria ter servido como um sinal de alerta sobre a deterioração de seu estado de saúde dias antes de sua morte, afirmou um nefrologista nesta terça-feira (18), durante o julgamento que apura as circunstâncias do falecimento do astro.
𝑩𝒂𝒓𝒓𝒊𝒍𝒍𝒆𝒕𝒆 𝑪𝒐́𝒔𝒎𝒊𝒄𝒐
Diego Armando Maradona. 10/30/1960 - pic.twitter.com/UGRA7nTiQt, Selección Argentina in English (@AFASeleccionEN) October 30, 2025
Falta de assistência
Hernán Trimarchi, ao depor no julgamento de sete profissionais de saúde acusados de negligência potencialmente fatal, descreveu, assim como outros especialistas fizeram em audiências anteriores, um cenário de assistência precária em torno do ícone do futebol argentino em novembro de 2020.
Maradona morreu de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar enquanto recebia assistência médica domiciliar, um modelo cuja adequação, condições e qualidade do atendimento estão sendo questionadas neste julgamento.
O especialista, membro da junta médica que analisou a morte de Maradona, explicou que os rins do ex-craque estavam “muito pesados” e apresentavam danos associados a um histórico de obesidade, uso de cocaína e hipertensão.
Nesse contexto, “o básico era a realização de exames médicos diários, cuidados de enfermagem diários, hemograma completo e monitoramento dos sinais vitais”, disse Trimarchi.
