A Meta, dona do Facebook e do Instagram, começou a participar nesta terça-feira, 18, de um dos mais importantes julgamentos envolvendo redes sociais nos Estados Unidos.
A empresa é acusada por procuradores-gerais de 29 Estados de ter desenvolvido recursos das plataformas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes, além de não proteger adequadamente usuários jovens.
Meta diz que valor de multa não tem fundamento
O processo tramita em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e deve durar cerca de seis semanas. O caso é liderado por Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que acusam a Meta de priorizar o engajamento e os resultados financeiros em detrimento da segurança dos menores.
A própria Meta estima que as penalidades poderiam alcançar US$ 1,4 trilhão, valor próximo de sua capitalização de mercado. A companhia apresentou a estimativa em documentos judiciais e considera o montante sem fundamento. Uma advogada da Califórnia, porém, afirmou anteriormente que a cobrança poderia ficar em torno de US$ 193 bilhões.
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Além de possíveis multas, os Estados querem mudanças no funcionamento das plataformas. Entre as medidas discutidas estão restrições a determinados recursos, mecanismos de proteção para menores e alterações no modo como os serviços são projetados para manter os usuários conectados.
