“Outros países não toleram essa impunidade e se chocam com a decisão”, afirmou a Transparência Internacional nesta 3ª feira (18.ago.2026), em reação à decisão da Justiça de Londres que manteve o uso de provas obtidas no Brasil na operação Lava Jato. Com base em Berlim, na Alemanha, a organização não governamental atua em mais de 100 países e se propõe a combater a corrupção no mundo.
Em publicação no X, a ONG criticou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, por anular provas relacionadas ao caso que envolve o confisco de 7,3 milhões de libras (cerca de R$ 51 milhões) por possível lavagem de dinheiro. Também criticou a Corte brasileira. Disse que o STF não analisa há quase 3 anos “os recursos contra a decisão de Toffoli que anulou todas as provas relacionadas à Odebrecht”.
A Transparência Internacional classificou a decisão como “comprovadamente infundada” e afirmou que o ministro estava implicado na própria delação, em referência ao trecho que o citava como “amigo do amigo de meu pai”.
DECISÃO EM LONDRES
O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, considerou “altamente incomum” o fato de uma autoridade brasileira ter posteriormente revogado a base jurídica para o compartilhamento de provas que havia sido feito de acordo com tratados internacionais.
O magistrado decidiu que a determinação de Toffoli não vincula os tribunais britânicos.
