Pesquisadores brasileiros identificaram cerca de 18 espécies de árvores na Amazônia que se regeneram mesmo após um longo período de devastação e são responsáveis por mais de 50% da abundância e do armazenamento de carbono.
Segundo o estudo “Hiperdominância e Raridade em Florestas Secundárias Amazônicas”, essas linhagens podem se tornar peças-chaves para combater o aquecimento global e regenerar a força do bioma perdido com os anos de desmatamento.
O Fernando Elias, pesquisador do museu Goeldi, em entrevista à CNN Brasil na última segunda-feira (17), explicou que foram analisadas 102 parcelas de floresta em quatro regiões da Amazônia Oriental, separadas, em média, por 600 quilômetros.
O cientista que liderou o estudo, com apoio do Instituto Serrapilheira, com o objetivo identificar a hiperdominância das espécies e seus processos de restauração.Ao todo, foram encontradas 25 espécies-chave. Como esse grupo controla a metade dos principais tópicos do bioma, os pesquisadores sugerem que elas sejam o foco principal em planos de recuperação para garantir um retorno rápido da biomassa da Amazônia.
A pesquisa vem com o objetivo de focar nessas espécies que mais contribuem para o carbono em abundância, no sentido de direcionar ações de restauração utilizando essas florestas que estão regenerando naturalmente na Amazônia.
