O ex-procurador da Lava Jato e candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou, nesta 3ª feira (18.ago.2026), que a Justiça do Reino Unido “derrotou” a “canetada” do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, ao manter provas da operação em um processo de confisco de dinheiro de um ex-engenheiro da Petrobras.
“O juiz [britânico] entendeu que o material que tinha sido entregue de boa-fé, de acordo com os tratados internacionais, e poderia continuar sendo usado naquele processo lá, para defender o confisco do dinheiro, tinha que ser usado. Você percebe a humilhação? No Brasil, o Toffoli retirou o efeito daquele envio com uma canetada. Em Londres, o tribunal examinou o pedido e respondeu: ‘Aqui não’”, disse Deltan em vídeo publicado no YouTube.
O caso envolve o ex-engenheiro da empresa brasileira Mário Ildeu de Miranda, que recorreu na Justiça britânica contra o confisco civil de 7,3 milhões de libras (R$ 51 milhões) de suas contas bancárias. O confisco foi determinado em 2023, sob acusação de lavagem de dinheiro. As irregularidades atribuídas a Miranda foram reveladas durante a Lava Jato.
Em março de 2026, Toffoli anulou uma decisão de 2021 da Justiça Federal de Curitiba que autorizava o envio de uma cópia integral do processo contra Miranda ao SFO (Serious Fraud Office), órgão independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos, como fraude, suborno e corrupção.
