O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, e o Movimento Brasil Livre (MBL) paguem R$ 500 mil por ataques contra povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.
O pedido foi apresentado na segunda-feira (17) e também inclui a retirada dos vídeos das redes sociais e uma retratação pública. A CNN Brasil solicitou um posicionamento ao candidato e ao MBL, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno.
Os conteúdos foram publicados nos perfis de Renan Santos e do MBL no Instagram durante protestos realizados em Santarém, no oeste do Pará, no início deste ano. Na época, lideranças indígenas protestavam contra medidas relacionadas à desestatização de hidrovias amazônicas.
Segundo o MPF, nos vídeos, Renan Santos chamou indígenas de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros”. Ele também afirmou que os povos da região “vivem de mamata” e deveriam começar a trabalhar.
Para o Ministério Público, as declarações não foram apenas críticas aos protestos. O órgão afirma que os vídeos atacaram os povos indígenas de forma generalizada, além de questionarem a identidade e a existência de comunidades que vivem historicamente na região.
22 mil indígenas atingidos
De acordo com o MPF, as declarações atingiram cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro.
