O número de empresas inadimplentes no Brasil bateu recorde da série histórica da Serasa Experian em junho de 2026.
Mais de 9,1 milhões de CNPJs registravam dívidas acumuladas de R$ 232,9 bilhões naquele mês.
O número é 16,67% maior do que o registrado no mesmo mês de 2025 e recorde na série iniciada em 2016.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a crescente inadimplência pode estar relacionada às condições financeiras restritivas, pressionadas pela alta taxa de juros, que hoje está em 14%.
O fator ainda é limitante para a melhora consistente do mercado de crédito.
“Ao mesmo tempo, a atividade econômica começa a apresentar uma desaceleração mais evidente, reduzindo o ritmo de geração de receita das empresas justamente em um momento em que muitas ainda enfrentam dificuldades para reorganizar seus passivos e recompor o fluxo de caixa”, afirma.
No começo de agosto, o Banco Central voltou a cortar a taxa básica de juros do país. Contudo, a Selic segue em patamar elevado, encarecendo o crédito no país.
O atual ciclo de arrefecimento foi deflagrado em março deste ano, quando a Selic passou de 15% - patamar mantido desde junho de 2025 - para 14,75%.
Em meio a este cenário, no ano passado, houve recorde de registros de pedidos de recuperação judicial no país.
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A pressão também recai sobre a maneira como os bancos lidam com o cenário.
