A Meta Platforms buscou intencionalmente viciar crianças em suas plataformas, Facebook e Instagram, em busca de lucro, afirmou uma advogada do estado da Califórnia nesta terça-feira (18), no início de um julgamento que pode trazer mudanças profundas em alguns dos aplicativos mais populares do planeta.
Megan O’Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, disse a um júri de oito pessoas que o modelo de negócios da big tech era “viciar os usuários, retê-los pelo maior tempo possível, coletar seus dados e, em seguida, esconder a verdade do público“.
“Isso funcionou especialmente bem com crianças”, acrescentou O’Neill. “A Meta precisava delas e precisava tranquilizar as pessoas que cuidavam delas de que estavam seguras.”
O advogado da Meta, Paul Schmidt, rebateu em sua sustentação inicial que a empresa e seu cofundador e CEO, Mark Zuckerberg, compartilhavam o desejo de melhorar seus serviços, e não de torná-los perigosos.
“Eles não acreditam que terão sucesso se as pessoas não gostarem de seu serviço”, disse Schmidt.
Um grupo suprapartidário de 29 estados norte-americanos está processando a Meta, pedindo dezenas ou até centenas de bilhões de dólares em penalidades, além de mudanças na forma como a empresa opera.
