As populares “canetas emagrecedoras” viraram febre no Brasil e no mundo, levantando perguntas sobre sua eficácia, aplicação e riscos. De acordo com estudo do Conselho Federal de Farmácia, o uso deste medicamento teve um salto de 88% no Brasil entre 2024 e 2025.
Já uma pesquisa do Instituto Locomotiva revelou que 62% dos brasileiros relatam conhecer alguém que fez, ou ainda faz, uso das canetas como Ozempic ou Mounjaro. Estes medicamentos são efetivos no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, mas ainda assim são alvo de polêmica.
As canetas estão presentes no universo do futebol. No final do ano passado, o ex-nutrólogo do São Paulo, Eduardo Rauen, revelou ao Uol que houve a indicação do medicamento para dois atletas dentre todas as categorias do clube. Na época, o assunto gerou polêmica e discussões na imprensa sobre os riscos e benefícios associados ao uso por jogadores de futebol. Afinal, quais são eles?
PLACAR ouviu especialistas para entender se o uso de canetas emagrecedoras é recomendado por atletas profissionais de futebol.
“As indicações para o uso das canetas emagrecedoras são semelhantes às da população geral. Essas medicações são indicadas para indivíduos com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², com ou sem comorbidades, ou com IMC igual ou superior a 27 kg/m² associado a condições relacionadas ao excesso de peso, como hipertensão, diabetes, dislipidemia ou doenças articulares”, analisa Juliana Veber, nutricionista do Juventude.
