A Vale S.A apresentou nesta 3ª feira (18.ago.2026) uma agenda regulatória que, segundo a companhia, é necessária para “destravar” a mineração no Brasil. O documento será enviado aos candidatos à Presidência da República. A mineradora argumenta que o setor está estagnado. Cresce em ritmo mais lento do que em outros países e perde competitividade.
O estudo foi elaborado em parceria com a consultoria Accenture e divulgado em cerimônia em Brasília que contou com a participação do presidente da Vale, Gustavo Pimenta. Eis a íntegra do documento (PDF - 2 MB).
A agenda reúne 15 iniciativas que abordam licenciamento, ambiente de negócios e segurança institucional, cadeia produtiva e valor compartilhado com a sociedade.
Na área de licenciamento, a Vale propõe padronizar os processos de licenciamento ambiental. A companhia fala em fortalecimento de órgãos como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) para que deem conta com celeridade da alta demanda por licenças ambientais.
Para a Vale, também é necessário “padronizar” a análise de títulos minerários e ampliar o mapeamento geológico por meio de parcerias entre o SGB (Serviço Geológico do Brasil) e empresas do setor privado.
