O Sinafut (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional) e suas entidades estaduais de administração e ligas divulgaram, na 6ª feira (14.ago.2026), um vídeo-manifesto em que criticam contratos como os firmados no âmbito da FFU (Futebol Forte União), por transferirem a agentes financeiros externos o controle sobre receitas, decisões estratégicas e ativos de clubes brasileiros por prazos de até 50 anos.
Em nota, a entidade afirmou que não é contra a entrada de capital privado no futebol, mas contra a transferência de poder de decisão para investidores externos. Em julho, o sindicato acionou o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) contra a Sports Media Entertainment, sócia da FFU, e a Opea Securitizadora, empresa que fez a emissão dos títulos das dívidas.
Na ação civil pública, o Sinafut afirma que o acordo viola a Lei Geral do Esporte, que permite a negociação desses direitos só para organizações esportivas, e não para investidores fora do Sistema Nacional do Esporte.
Para o Sinafut, investidores podem oferecer recursos, crédito e soluções comerciais, desde que isso não implique a cessão de poder decisório sobre questões que pertencem às instituições esportivas.
O ponto central da crítica é uma cláusula contratual que exige 90% de aprovação para determinadas deliberações.
