A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concluiu que uma eventual mudança societária no terminal de contêineres da BTP (Brasil Terminal Portuário) não deve provocar alterações significativas no ambiente concorrencial do Porto de Santos (SP) e aprovou, sem restrições, o compromisso de venda de ambas as parte em caso de vitória do leilão do Tecon Santos 10.
A posição abre espaço para que tanto a Maersk, quanto a MSC participem do futuro leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos.
O pedido também demonstra o interesse desses grupos de participarem do certame.
O parecer trata da aquisição, pela APM Terminals, braço portuário da Maersk, dos 50% da BTP que pertencem à TiL (Terminal Investment Limited), ligada ao grupo suíço, MSC.
Com a operação, a dinamarquesa Maersk, passaria a deter 100% do terminal.
Isso porque a diretriz do governo prevê que as atuais operadoras do complexo possam participar da fase inicial do leilão desde que assumam compromisso de desinvestimento em ativos que já possuem no porto, caso sejam vencedoras. A venda precisa ser concluída e validada antes da assinatura do contrato do novo terminal.
Com as mudanças societárias, o grupo suíço venderia sua participação para a dinamarquesa e assim, a Maersk teria o controle total do terminal e mais autonomia para a venda, de acordo com o documento do Cade.
