O uso da Inteligência Artificial nas Eleições 2026 e o combate à desinformação
A internet pode criar uma espécie de espelho para os usuários: em vez de mostrar diferentes pontos de vista, algoritmos podem priorizar conteúdos semelhantes ao que a pessoa já viu, curtiu, comentou ou compartilhou. O fenômeno é conhecido como bolha de informação e pode limitar o acesso a opiniões e informações diferentes.
Os algoritmos analisam o comportamento de cada usuário para selecionar o que aparece nas redes sociais. Até mesmo o tempo que uma pessoa permanece diante de uma publicação pode ser usado para identificar seus interesses.
"À medida em que você está rolando, ela começa a aprender o seu perfil", explica Eduardo Mayer Fagundes, engenheiro e especialista em inteligência artificial.
Um exemplo é o da técnica de enfermagem Maria Aparecida Oliveira Diamantino. Depois de publicar nas redes sociais informações sobre o nascimento do neto, ela passou a receber uma quantidade muito maior de conteúdos relacionados a crianças.
"De cada dez imagens que eu vejo no celular, nove é criança", conta.
Quando a bolha vira um problema
A personalização dos conteúdos não é necessariamente negativa. Ela ajuda as plataformas a apresentar assuntos que podem ser de interesse do usuário.
O problema ocorre quando a pessoa passa a receber repetidamente informações que confirmam suas próprias ideias e deixa de ter contato com opiniões diferentes.
Como algoritmos criam bolhas de informação, reforçam o que você já pensa e ameaçam a democracia; saiba como fugir delas
