À medida que as empresas aceleram a automação, a cibersegurança pode enfrentar um novo desafio: controlar redes corporativas nas quais agentes de inteligência artificial (IA) conversam entre si e tomam decisões sem supervisão direta. Para evitar que erros sejam executados em cadeia, especialistas defendem que cada agente seja tratado como uma “identidade não humana”. Na prática, isso significa dar a cada algoritmo credenciais próprias, permissões mínimas de acesso e rastreabilidade total sobre o que ele faz nos sistemas da companhia.
No entanto, a verdadeira garantia contra falhas em grande escala exige um “botão de emergência” eficiente - o chamado kill switch, no jargão. Em entrevista ao Olhar Digital, a especialista em cibersegurança e COO da IAM Brasil, Nathalia Carmo, explica que esse mecanismo serve para “desligar a IA da tomada”. Mas não só isso. Ele precisa atuar na camada onde as ordens são cumpridas. Na prática, isso significa, por exemplo: bloquear APIs, revogar credenciais e cortar conexões em tempo real assim que o monitoramento detectar um comportamento atípico na rede.
Como as empresas devem rastrear agentes em rede para conter o ‘efeito manada’ da IA
Essa urgência no controle surge porque o ambiente corporativo moderno deixou de lidar com IAs isoladas. Hoje, centenas de sistemas conversam entre si, usam dados da empresa e executam tarefas de forma encadeada.
