O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu nesta 3ª feira (18.ago.2026) acabar com a Justiça do Trabalho e transferir o julgamento dos conflitos trabalhistas para a vara comum.
Em aceno ao setor produtivo durante evento promovido pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília, o candidato disse que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está ultrapassada e precisa passar por uma reformulação estrutural centrada no trabalho por hora e na desoneração das contratações.
“Que tal nós agora então criarmos um regime definitivo? Um regime definitivo pela hora de trabalho, que é o que o governo quer propor. Vamos remunerar pela hora de trabalho, vamos ser flexíveis”, declarou.
Ao criticar o ambiente regulatório no país, Renan afirmou que o excesso de normas cria desconfiança crônica entre empregadores e empregados. Segundo ele, a resolução seria o fim do do atual modelo judiciário trabalhista.
“E na ausência de confiança, surgem as proteções desnecessárias, surge o ‘sobreatrito’ e isso torna o Brasil um dos lugares em que há mais tensão na relação trabalhista. Essa tensão tem que ser resolvida por clareza. Nós temos que falar e falar de maneira aberta. A CLT já deu. Já era”, declarou.
FIM DA 6 X 1
O presidenciável também rechaçou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) liderada pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que estabelece a redução da jornada de trabalho.
