A pressão da União Europeia para restringir o uso de determinados antimicrobianos na produção animal deve levar o Brasil a ampliar os sistemas de segregação de bovinos, suínos e aves, conforme avaliação do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal).
Segundo a entidade, será necessário aumentar o controle sobre o histórico sanitário dos animais e comprovar quais produtos foram utilizados durante a produção, especialmente nos lotes destinados ao mercado europeu.
A exigência coloca a rastreabilidade no centro da discussão e pode acelerar a criação de sistemas de segregação para bovinos, suínos e aves destinados a mercados que adotam regras mais restritivas.
Segundo Gabriela Moura, diretora de Mercado e Assuntos Regulatórios do Sindan, o Brasil ainda precisa avançar para conseguir demonstrar de forma consistente que os animais destinados a esses mercados não receberam produtos incompatíveis com as exigências dos compradores.
O ponto mais sensível está nos chamados antimicrobianos de importância crítica para a medicina humana e em determinadas moléculas utilizadas na produção animal. O uso terapêutico, quando indicado para tratar uma enfermidade, não é o mesmo que a utilização preventiva ou como melhorador de desempenho. É justamente essa diferença que passa a exigir maior controle da cadeia.
Na avaliação do Sindan, o Brasil não enfrenta o mesmo problema em todas as espécies.
