O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, propôs que beneficiários do Bolsa Família tenham uma redução gradual do auxílio caso recusem oportunidades de emprego. A ideia seria acompanhada pela criação de um banco nacional de vagas para conectar quem recebe programas sociais a postos disponíveis no mercado de trabalho.
Durante o evento Encontro com os presidenciáveis da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) na manhã desta terça-feira, 18, Renan associou o atual desenho dos benefícios sociais à permanência de trabalhadores na informalidade.
“Muita gente não vai trabalhar porque está no programa Bolsa Família e na informalidade”, afirmou. “Ou seja, a pessoa não quer sair do Bolsa Família e acaba permanecendo na informalidade. Isso gera uma rotatividade absurda e precisa ser resolvido.”
Para o candidato, parte dos beneficiários evita empregos formais por receio de perder imediatamente a transferência de renda: “Essa tensão tem que ser resolvida com clareza”.
“Nós temos que falar de maneira aberta. Precisamos de uma nova legislação urgentemente, diminuir ao máximo a litigância que existe e criar um regime definitivo para as novas formas de trabalho, com regras flexíveis.”
Transição do benefício para o emprego
A proposta apresentada pelo candidato prevê uma transição entre o recebimento do auxílio e a entrada no mercado formal, em vez da interrupção imediata do benefício.
“Nós temos que fazer essa transição”, disse.
