Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendem uma mudança no tom adotado pelo candidato à reeleição em próximos discursos, entrevistas e debates. A avaliação é de que Tarcísio já demonstrou domínio sobre os problemas do Estado e capacidade para apresentar dados e números, mas precisa aproximar o discurso do cotidiano dos eleitores.
A orientação é reduzir a tecnicidade e explorar temas com maior conexão com a vida da população. A campanha também prepara novos dados e respostas para assuntos que, na avaliação interna, poderiam ter sido melhor aproveitados no primeiro debate contra Fernando Haddad (PT) na TV Band, por exemplo.
Segundo um aliado, Tarcísio precisa apresentar menos números e demonstrar mais o que chamou de sua “honestidade de propósito”, em referência à disposição de promover mudanças efetivas na sociedade.
A mudança já começou a acontecer. Em uma sabatina promovida pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) e pela Fesaúde, na capital paulista, na tarde de segunda-feira (17), Tarcísio discursava sobre segurança pública quando disse que “essa melhora [de diminuição de roubos e furtos] não é percebida, ela demora para ser percebida. E não adianta eu ficar aqui falando de indicador”.
Os temas citados internamente como de possíveis mudanças falam justamente sobre a segurança de maneira geral. Um deles é a violência contra a mulher e os casos de feminicídio.
