A NASA encontrou uma maneira de economizar quase 10 watts de energia na Voyager 2 e prolongar a operação científica da espaçonave, que está há quase 50 anos no espaço. A estratégia, apelidada de “Big Bang”, foi executada por engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) e envolveu desligar determinados equipamentos e substituí-los por alternativas que consomem menos energia.
A operação foi necessária porque a fonte de energia das Voyager está diminuindo gradualmente. Os geradores termoelétricos de radioisótopos (RTGs) convertem em eletricidade o calor produzido pelo decaimento do plutônio, mas a redução contínua desse material faz com que cada sonda perca cerca de 4 watts de potência por ano. Sem a nova estratégia, a NASA teria precisado desligar outro instrumento científico da Voyager 2 antes do fim de 2026.
O desafio era economizar sem deixar a sonda congelar
A Voyager 2 depende de energia não apenas para seus instrumentos científicos, mas também para manter determinados componentes aquecidos. Um dos problemas enfrentados pelos engenheiros é garantir que as linhas que transportam o combustível dos propulsores permaneçam em uma temperatura adequada.
Por isso, simplesmente desligar equipamentos que consomem energia não seria suficiente. A equipe precisava encontrar uma combinação que reduzisse o gasto elétrico sem comprometer o aquecimento necessário para manter a espaçonave funcionando.
