A eleição para além da bolha
A campanha eleitoral chegou oficialmente às ruas no último domingo e já sabemos o que esperar: o uso abusivo, descontrolado e, muitas vezes, criminoso das redes sociais para manipular, distorcer e desinformar, em busca da atenção (e do voto) do eleitor.
A lógica é clara: quanto mais ruído, melhor, pois esse é o combustível para os algoritmos, que privilegiam o que captura atenção, engaja e mantém o usuário conectado.
Mas amplificação não é validação. Alcance e engajamento dizem muito sobre a repercussão de um conteúdo e pouco sobre sua relevância ou veracidade.
Uma informação que circula nas redes pode gerar milhares de comentários e fazer pouca ou nenhuma diferença na vida das pessoas.
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O resultado: somos a sociedade com o maior grau de desconfiança de todos os tempos. Pesquisas de diferentes instituições apontam que nunca tivemos tamanha dificuldade para separar informação de ruído, identificar o que é verdade e o que merece nosso crédito e atenção.
Isso não é uma novidade, mas começamos agora um período em que as consequências dessa desconfiança podem trazer prejuízos ainda maiores.
Podemos optar pela postura passiva de quem apenas acusa e reclama ou assumir a nossa responsabilidade individual de nos informarmos corretamente por múltiplas fontes seguras.
Ou seja, fazer o básico: checar e se aprofundar antes de formar e distribuir opinião.
