O ator Thiago Lacerda iniciou uma plantação de lúpulo em sua propriedade na Região Serrana do Rio de Janeiro. O projeto foca em um cultivo totalmente biológico e orgânico para atender ao mercado nacional, que atualmente importa quase a totalidade do insumo utilizado na fabricação de cervejas.
A escolha pelo cultivo de lúpulo ocorreu após o ator avaliar a viabilidade de implementação e a área disponível em seu sítio. A lavoura adota o modelo de economia circular para fertilização.
O processo utiliza o bagaço de cevada, resíduo descartado pelas cervejarias, para produzir bokashi, um adubo fertilizante natural que devolve os nutrientes ao solo e completa o ciclo da matéria-prima.
Historicamente, o lúpulo exige condições climáticas muito específicas, como exposição ao frio intenso no inverno e até 17 horas de luz solar diárias durante a floração.
No entanto, a adaptação da planta ao clima brasileiro tem sido impulsionada por pesquisas acadêmicas. Estudos conduzidos em instituições como a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquista Filho”) e a UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) demonstram que variedades específicas estão se adaptando bem ao solo e ao clima do país, apresentando produções significativas.
Além do manejo de campo, a tecnologia pós-colheita tem otimizado o aproveitamento do insumo. Um estudo recente coordenado por pesquisadores da Unesp avaliou a extração supercrítica com CO2.
