A enxurrada de livros gerados por (ou escritos com) inteligência artificial em lojas virtuais tem impactado o mercado editorial. O leitor assíduo do Olhar Digital já sabe disso. Entre os especialistas consultados durante a apuração deste tema, está o educador de tecnologias e artes no Sesc Piracicaba, Maurício Pinheiro.
Na conversa, Pinheiro, que também é analista de software, explica como a IA permite que uma pessoa funcione quase como uma “microeditora”. O especialista também aponta a diferença entre usar a IA como assistente ou como linha de montagem de texto. E analisa por que a grande disputa do mercado literário virou uma busca por “sinal” no meio de tanto ruído.
Analista e educador fala sobre o impacto da IA na literatura independente
O leitor assíduo do Olhar Digital já conferiu alguns trechos da entrevista com Maurício Pinheiro na matéria “Livros feitos em minutos com IA inundam Amazon e outras lojas” publicada na sexta-feira (14). Agora, pode conferir a versão completa da conversa.
Olhar Digital: O que torna a produção e publicação de e-books com IA no ecossistema Kindle tão atraente e acessível hoje para quem quer publicar de forma independente?
Maurício: Acho que estamos assistindo a mais uma etapa de uma longa cadeia de desintermediação. O Kindle já havia removido grande parte da barreira de distribuição. Para colocar um livro no mercado, você deixou de precisar convencer uma editora, financiar uma tiragem ou conquistar espaço numa prateleira física.
