A Petrobras e o governo federal veem na exploração de petróleo na Margem Equatorial um caminho para repor as reservas do pré-sal, que devem entrar em declínio a partir de 2034, segundo estimativas da estatal.
A companhia confirmou na 2ª feira (17.ago.2026) a descoberta de petróleo no Poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá. O avanço para a fase de exploração ainda depende da confirmação do volume e da viabilidade comercial do material, mas o potencial petrolífero da região é visto com otimismo pela Petrobras.
“Tudo dando certo, e até agora tudo deu certo, a gente tem o condão de produzir uma área que pode ajudar de uma maneira muito importante a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil a partir do declínio da produção do pré-sal”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista a jornalistas no Oiapoque (AP), depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às operações da empresa na região.
Segundo Magda, o pré-sal transformou o petróleo no 1º produto da exportação brasileira: “Ele já é o 1º produto de exportação brasileiro há anos e esse ano muito provavelmente vai ser de novo”.
