A descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, representa uma notícia importante para o Brasil. A Petrobras identificou óleo de boa qualidade em águas profundas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Mas é preciso conter a euforia. A própria presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu que há petróleo, porém ainda não se sabe quanto. A perfuração não foi concluída e novos poços serão necessários para determinar o tamanho do reservatório e sua viabilidade comercial.
O potencial da região não é apenas uma aposta. A Margem Equatorial faz parte de uma formação geológica que se estende pelo norte da América do Sul e já proporcionou grandes descobertas na Guiana e no Suriname.
Isso não significa que todo o petróleo encontrado nos países vizinhos também esteja presente em território brasileiro. Mas indica que existe uma oportunidade concreta de o Brasil desenvolver uma nova fronteira petrolífera.
O futuro depois do pré-sal
A descoberta também chega em um momento estratégico. A produção do pré-sal deverá atingir seu pico por volta de 2034 ou 2035. Sem novas reservas, o país poderá perder produção, reduzir exportações e, futuramente, aumentar sua dependência do petróleo importado.
A Margem Equatorial pode ajudar a prolongar a autossuficiência energética brasileira, gerar investimentos, empregos, royalties, arrecadação e divisas. Para o Amapá, representa a possibilidade de uma transformação econômica significativa.
