A Xiaomi divulgou mais um trimestre fraco, com a alta dos custos de memória e a concorrência acirrada pressionando os resultados.
Também permanece incerto se o negócio de veículos elétricos da companhia - o mais novo e o de crescimento mais rápido - conseguirá transformar o avanço das vendas em rentabilidade sustentável.
O desempenho ressalta as pressões sobre as principais frentes do grupo: chips de memória mais caros seguem comprimindo as margens de smartphones, enquanto a redução de subsídios ao consumidor se soma à demanda já enfraquecida no mercado chinês de eletrônicos.
A Xiaomi, sediada em Pequim, informou nesta terça-feira (18), que o lucro líquido caiu 20,5% no segundo trimestre, para 9,46 bilhões de yuans (US$ 1,40 bilhão). A receita recuou 6,1% na mesma base, para 108,92 bilhões de yuans.
Analistas esperavam lucro líquido de 6,01 bilhões de yuans, sobre receita de 109,82 bilhões de yuans, segundo consenso da Visible Alpha.
A receita do negócio de smartphones caiu 7,5%, para 42,1 bilhões de yuans. A empresa atribuiu o resultado à redução dos embarques, embora a alta do preço médio de venda tenha amortecido parte do impacto.
A margem bruta do segmento piorou para 8,5%, ante 11,5%, refletindo o encarecimento de componentes-chave.
O segmento de internet das coisas e produtos de estilo de vida - que inclui máquinas de lavar, aspiradores e outros eletrodomésticos - também mostrou fraqueza.
