É quando chega o período eleitoral que a humildade volta ao coração dos "deuses" brasileiros, que também conhecemos como políticos. É neste período em que os próprios dizem que o poder emana do povo, mas nem pedem desculpas por ter, durante os últimos quatro anos, sabotado este canal de empoderamento popular.
É neste período também que os salvadores da pátria aparecem. Aqueles que já são políticos ou estão entrando para a política partidária pedem voto para se eleger, mas bradam: "todo político é vagabundo, portanto não votem neles, votem em mim". Ora, ora.
Então, é neste momento que a gente reclama da falta de efetividade de quem se elege. Mas, quando olha para o lado, percebe-se que o ciclo vicioso é difícil de quebrar, uma vez que quem vota se submete, desde o princípio, a fazer festa por migalhas, um carnaval num momento que deveria ser de mais sobriedade.
Não há questionamento em larga escala sobre quem, com dinheiro público, banca uma estrutura milionária em busca de votos. Cobranças pontuais ou ataques fora do debate político real, partindo de adversários, transformam a disputa em uma gincana cruel com a máquina pública, movimentada por quem mais consegue inflamar (ou pagar) o maior número de pessoas. E nem estou falando de compra de votos, já que, como disse acima, é permitido bancar essa estrutura milionária legitimada por lei.
