Acusada de ter transformado adolescentes em dependentes do Facebook e Instagram, a Meta enfrenta a partir desta terça-feira (18), nos Estados Unidos, um processo judicial no qual vários estados lhe cobram cerca de 200 bilhões de dólares (1,04 trilhão de reais).
Após a seleção do júri na semana passada, nesta terça o Tribunal Federal de Oakland, perto de San Francisco, começará a analisar o mérito da questão ao longo de seis semanas de audiências.
É o primeiro julgamento federal de um amplo contencioso que também mira o TikTok, o Snapchat e o YouTube, acusados por famílias, comunidades escolares e autoridades de alguns estados de terem afetado a saúde mental dos adolescentes.
A empresa fundada e dirigida por Mark Zuckerberg comparece, neste caso, sozinha, com o precedente de duas condenações neste ano em tribunais estaduais em Los Angeles e no Novo México, contra as quais apresentou recurso.
Os estados autores da ação reivindicam, segundo um cálculo ainda provisório, cerca de 193 bilhões de dólares (mais de um trilhão de reais) em sanções. Na semana passada, desmentiram o pedido de 1,4 trilhão de dólares (7,28 trilhão de reais), como havia calculado a Meta, e acusaram o grupo de querer “provocar alarde”.
Também solicitam que configurações de maior proteção sejam aplicadas como padrão aos menores, desde o tempo de tela até as notificações, sem que possam modificá-las por conta própria.
