Na próxima semana, na virada da noite do dia 27 para a madrugada de 28 de agosto de 2026, o céu será palco de um eclipse lunar quase total. O espetáculo poderá ser visto de ponta a ponta nas Américas. Ou seja, do extremo norte ao sul do continente, com visualização limpa a olho nu, sem risco à visão e sem precisar de filtros ou equipamentos especiais.
Nesse alinhamento, a Terra fica exatamente entre o Sol e a Lua cheia, projetando uma sombra gigante sobre o satélite. No ponto alto da madrugada, a maior parte do disco lunar vai mergulhar na umbra (a parte mais escura da sombra da Terra) e ganhar aquele tom clássico avermelhado e acobreado, o mesmo efeito óptico que tinge o nosso pôr do Sol.
O evento fecha a temporada de eclipses de agosto de 2026, acontecendo cerca de duas semanas após o histórico eclipse solar total de 12 de agosto.
O mito das luas de sangue
A teoria conspiracionista da “Lua de Sangue” ganhou força principalmente em 2014 e 2015, impulsionada por interpretações errôneas de passagens bíblicas, como no livro de Apocalipse e Joel, que associam uma lua avermelhada ao fim dos tempos e ao retorno messiânico.
“Profetas de TikTok” apontavam para as chamadas “tétrades” (uma sequência de quatro eclipses lunares totais seguidos, intercalados com feriados judaicos) como um sinal divino inevitável de catástrofes globais iminentes.
