A redução da área destinada ao cultivo de trigo no Brasil deve limitar a oferta doméstica e aumentar a necessidade de importações na temporada 2026/27. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a área cultivada com o cereal é a menor desde 2017.
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Com menos trigo sendo plantado no país, a expectativa é de maior dependência do produto estrangeiro para atender à demanda nacional. O movimento ganha importância especialmente para a indústria de moagem, que tradicionalmente complementa a oferta brasileira com cereal importado.
Brasil pode importar 7,5 milhões de toneladas
Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil deve importar 7,5 milhões de toneladas de trigo entre outubro de 2026 e setembro de 2027.
Caso a projeção se confirme, o país deve ocupar a quarta posição entre os maiores importadores mundiais de trigo na temporada, atrás apenas de Egito, Indonésia e Argélia.
O volume projetado reforça o peso do mercado internacional para o abastecimento brasileiro justamente em uma temporada marcada pela retração da área cultivada.
Menor plantio aumenta dependência externa
A redução da área destinada ao trigo sinaliza menor potencial de produção doméstica. Com isso, a necessidade de recorrer às importações tende a aumentar para equilibrar a disponibilidade interna do cereal.
