E se uma estrela “morta” pudesse ser reciclada? Pois é o que astrônomos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, observaram no interior da célebre Nebulosa da Hélice. Com o observatório El Sauce, no Chile, eles identificaram uma estrela que chegou ao fim do seu ciclo, com seus restos reabsorvidos pelo meio interestelar que a formou.
As estrelas podem durar bilhões de anos. Dependendo do quão massivas são, quando esgotam as reservas de combustível que sustenta sua estrutura pela fusão nuclear elas podem passar por processos fantásticos, aquelas como o Sol, por exemplo, encerram seus ciclos como belas nebulosas planetárias.
Este, aliás, é o caso da Nebulosa da Hélice: ali, há uma estrela que esgotou o hidrogênio necessário para a fusão nuclear. Como resultado, o astro se transformou em uma gigante vermelha, cujas camadas mais externas se expandiram e formaram a nebulosa. Esse processo de expansão espalha no gás interestelar elementos necessários para a formação de novas gerações de estrelas, e é aqui que entra o novo estudo.
O que vai acontecer com o Sistema Solar
A observação da nebulosa é importante porque, até agora, os cientistas não tinham flagrado o momento em que os restos de uma estrela morta são absorvidos pelo meio interestelar. “Estamos observando que o material ejetado perto do fim da vida de uma estrela é fragmentado e devolvido à galáxia.
