O mestre em Ciências Militares Paulo Filho avaliou, em entrevista ao WW, as declarações de Donald Trump sobre Omã e Coreia do Sul, afirmando que os Estados Unidos estão deixando na mão seus principais parceiros, e que isso tem graves repercussões. O especialista destacou que a postura americana pode desencadear uma corrida armamentista em diversas regiões do mundo.
O presidente dos Estados Unidos ameaçou, na segunda-feira (17), atacar Omã caso o país interfira nos esforços americanos no Estreito de Ormuz. Além disso, Trump instruiu o Pentágono a “reduzir substancialmente” os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, poucas horas antes do início das atividades.
Impacto na Coreia do Sul e no Japão
Paulo Filho explicou que os Estados Unidos mantêm um acordo de defesa mútua com a Coreia do Sul desde 1954 e têm 28.500 militares estacionados no país.
Esse acordo pressupõe exercícios militares conjuntos, que ganham relevância especial diante do fato de a Coreia do Norte ter firmado uma aliança militar com a Rússia e enviado dezenas de milhares de soldados para a frente de combate na Ucrânia.
“Esses soldados vêm aprendendo técnicas, táticas e procedimentos de combate modernos lá no campo de batalha da Ucrânia”, disse o especialista.
