A Polícia Civil de São Paulo investiga dirigentes do Clube Atlético Juventus por suspeita de desvio de verbas. As apurações envolvem o presidente do clube, Tadeu Deradeli, e o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso. O caso é conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil e teve início em julho de 2026. As informações são do jornalista Bruno Cassucci, do Globo Esporte.
Como Carlos Eduardo Gomes Pedroso é escrivão de polícia, o inquérito é conduzido pela Corregedoria, e não por uma delegacia comum.
Parte das informações foi apresentada à polícia pelo advogado Guilherme Rodrigues, que afirma ter participado do esquema antes de romper com os demais envolvidos em março deste ano. Segundo seu depoimento, os desvios foram feitos por meio da divisão de honorários advocatícios pagos em contratos firmados pelo clube.
Divisão de honorários
O principal negócio citado é a venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Juventus. Pelo acordo, o clube social teria direito a receber R$ 20 milhões. Do total, R$ 2 milhões seriam destinados ao pagamento de honorários advocatícios relacionados à estruturação da operação.
Segundo Guilherme Rodrigues, o valor seria dividido entre Carlos Eduardo Gomes Pedroso, Tadeu Deradeli e os advogados envolvidos.
Carlos Eduardo ainda repassaria parte de sua parcela a uma 4ª pessoa, cuja identidade não foi divulgada.
O Juventus realizou, em 1º de dezembro de 2025, um 1º pagamento de R$ 900 mil em honorários.
