O bom trabalho de Jair Ventura no Vitória o faz apagar rótulos de “retranqueiro” e “bombeiro”. Em Salvador, o treinador carioca de 47 anos evitou o rebaixamento do Leão da Barra no Brasileirão 2025, levou o time ao título da Copa do Nordeste 2026 e à próxima fase da Copa do Brasil, eliminando Flamengo e Athletico-PR no caminho. Nas quartas de final, a equipe baiana encara o Vasco a partir da próxima quarta-feira, 19, às 21h30 (de Brasília), em São Januário.
Filho de Jairzinho, ídolo do Glorioso e artilheiro do Brasil no tricampeonato mundial em 1970, Jair dirigiu o clube carioca entre 2016 e 2017, no início de sua nova carreira. Ccomo atacante, passou por clubes pequenos, sem grande destaque.
Em seu 10º clube como técnico (os outros foram Botafogo, Santos, Corinthians, Sport, Chapecoense, Juventude, Goiás, Atlético-GO e Avaí), Jair Ventura diz viver o melhor e mais maduro momento de sua trajetória.
“Se fizermos um comparativo de quando eu passei em São Paulo, quando eu fui vice-campeão da Copa do Brasil [com o Corinthians], para hoje, a minha versão (atual) é um bilhão de vezes melhor. É absurda a minha evolução em tudo, em dia a dia, em treino, em gestão, em organização de trabalho, metodologia. Eu evoluí demais”, afirmou Jair Ventura, à PLACAR, analisando sua carreira.
Jair se diz plenamente satisfeito no Vitória, “o primeiro clube que paga adiantado” em sua carreira, se diz tranquilo com a fama de bombeiro, mas revela certo descontentamento com assuntos do passado.
