O mercado brasileiro de grãos atravessa volatilidade e cenários diversos, com milho e soja sustentando preços, enquanto o trigo amplia dependência de importações com a menor área plantada em nove anos no Brasil.
Mesmo diante das estimativas de produção recorde na safra 2025/26, as cotações do milho se mantém em alto, aponta o levantamento mais recente do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O movimento mostra que o aumento da oferta não tem sido suficiente, neste momento, para derrubar os preços no mercado doméstico.
O comportamento do milho acompanha um cenário de sustentação também observado em outro dos principais grãos produzidos pelo Brasil. No mercado de soja, as cotações avançaram diante da disputa entre compradores domésticos e externos.
Segundo o Cepea, a valorização do dólar em relação ao real aumentou a competitividade da soja brasileira no exterior e favoreceu as negociações. Com isso, consumidores internos e compradores internacionais passaram a disputar com maior intensidade o produto disponível.
Estoques menores sustentam soja
Além do câmbio, a relação entre os estoques e o consumo mundial ajuda a explicar a firmeza das cotações da oleaginosa.
Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) citados pelo Cepea indicam que a relação entre estoque e consumo final da soja deve chegar a 33,5% na safra 2025/26, menor patamar desde 2022/23.
