Pesquisas: como os institutos escolhem quantos, quem e onde entrevistar?
Como os institutos de pesquisas eleitorais decidem quantas pessoas entrevistar? Como escolhem quem vai responder? E por que é tão comum alguém dizer que nunca participou de uma pesquisa?
No vídeo acima, o terceiro da série especial do g1 sobre as eleições de 2026, o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes, explica como são definidos o tamanho e o perfil das amostras e como funciona o trabalho de campo.
Segundo Nunes, a chance de uma pessoa participar de uma pesquisa eleitoral é a mesma de ganhar na loteria. O fato de alguém nunca ter sido entrevistado, portanto, não significa que seu perfil não esteja representado. As amostras são construídas para reproduzir características do eleitorado, levando em conta fatores como região, sexo, idade, escolaridade e renda.
No caso da Quaest, as pesquisas eleitorais são presenciais e domiciliares. O desenho da amostra usa como referência dados oficiais do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Primeiro, são sorteados os municípios e, depois, os setores onde ocorrerão as entrevistas. Em cada local, os pesquisadores procuram pessoas com os perfis definidos pela amostra.
Nunes destaca que esse planejamento científico diferencia uma pesquisa eleitoral de uma enquete, na qual as pessoas participam sem um desenho amostral que permita representar o conjunto do eleitorado.
VÍDEO: como são feitas as pesquisas eleitorais e como os entrevistados são escolhidos
