Arábia Saudita admite envolvimento direto no conflito entre Irã e EUA
Mais de uma semana se passou desde que a Turquia, a Arábia Saudita e o Paquistão assinaram o "Pacto de Meca", um acordo de defesa conjunto chamado por alguns de "Pacto Sunita" ou mesmo "Pacto Muçulmano".
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Alguns interpretaram o acordo como um sinal para países como o Irã e Israel. Outros consideram que ele reflete o desejo dos países signatários de reduzir sua dependência dos Estados Unidos para sua própria segurança.
Como o texto completo ainda não foi publicado, as especulações floresceram.
Críticos do acordo defendem que os três países signatários, sem conexão direta por terra, possuem interesses nacionais diferentes.
Especialistas também afirmam que a falta de publicação do texto do acordo por escrito levanta sérias questões, particularmente em relação ao seu efeito de dissuasão.
Mas o que sabemos sobre o pacto e como ele foi recebido? E o que ainda falta esclarecer a respeito?
'Otan muçulmana'?
Líderes da Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinam pacto histórico
Reuters
Segundo o acordo, um ataque contra qualquer um dos três países será considerado um ataque a todos.
O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, descreveu o compromisso como "tecnicamente igual" ao Artigo 5 da Otan, a cláusula de defesa coletiva da aliança.
Turquia, Arábia Saudita e Paquistão poderão formar uma 'Otan muçulmana'?
