Uma equipe liderada por pesquisadores chilenos produziu o mapa genético mais completo, até o momento, de uma das duas únicas plantas com flores que crescem naturalmente na Antártica, o que pode ajudar no desenvolvimento de culturas resistentes a condições climáticas extremas.
A espécie Colobanthus quitensis há muito tempo desperta o interesse científico por sua capacidade de sobreviver às temperaturas congelantes, à escassez de água e aos altos níveis de radiação ultravioleta na Antártica, um dos ambientes mais frios e secos do planeta.
Com o calor recorde e a seca prolongada aumentando a urgência do dem muitas partes do mundo sobre como adaptar aebate agricultura, os cientistas afirmaram que agora estão equipados para começar a avaliar se as características da planta podem ser transferidas para culturas agrícolas por meio de técnicas de edição genética.
O estudo, publicado no periódico “Genome Biology and Evolution” da Oxford University Press, reuniu todos os 40 andaimes em escala cromossômica que compõem o projeto genético da planta, no âmbito de um projeto conhecido como Polarix.
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“Conseguimos sequenciar e montar todo o genoma”, disse Eduardo Castro, pesquisador associado do Centro Internacional do Cabo Horn, no Chile, e principal autor do estudo, juntamente com Claudio Meneses, da Pontifícia Universidade Católica do Chile.
“A ideia não é criar plantas transgênicas.
