Após o anúncio da descoberta de petróleo na margem equatorial, na foz do Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estiveram juntos no Amapá nesta segunda-feira (17) para visitar o navio-sonda da Petrobras, que realiza atividades exploratórias em águas profundas na costa do estado. O analista de Política da CNN Pedro Venceslau comenta o tema.
O encontro marcou um novo capítulo na relação dos dois, que passaram cerca de três meses distanciados.
Em coletiva realizada no fim da tarde, Alcolumbre classificou a agenda como histórica para o Amapá e para o Brasil, agradeceu o apoio de Lula à exploração de petróleo na região e defendeu a soberania energética no uso dessa riqueza para o desenvolvimento do país.
Lula, por sua vez, afirmou que a descoberta representa uma conquista nacional e pode abrir uma porta muito importante para o estado do Amapá. Ele também voltou a defender a Petrobras, criticou a Lava Jato e sinalizou a intenção de fortalecer a capacidade nacional de produção e refino.
Para Pedro Venceslau, a agenda no Amapá teve uma clara dimensão política.
Ele destacou que Lula dificilmente se deslocaria ao estado apenas para fazer campanha, não fosse a questão do pe tróleo. “O presidente Lula não ia se deslocar para fazer campanha no Amapá se não fosse essa questão do petróleo”, afirmou Pedro Venceslau.
