As principais pastas econômicas do governo federal, Fazenda e Planejamento, continuam apontando os juros elevados como uma das principais causas do desequilíbrio fiscal do país.
Para Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, essa atribuição é equivocada, e o arcabouço fiscal já perdeu totalmente a credibilidade.
Em entrevista ao CNN Money, Mendes afirmou que os juros altos não surgem de forma arbitrária.
“Juros altos não caem do céu”, Mendes sustentou que os juros são consequência do desequilíbrio fiscal, e não sua causa. Como exemplo, citou o período posterior à aprovação do teto de gastos, em dezembro de 2016, quando a taxa de juros real caiu para entre 3% e 4%.
Segundo o pesquisador, o juro de curto prazo resulta da pressão que o governo exerce sobre a economia ao gastar excessivamente, o que eleva a demanda e pressiona os preços.
Já o juro de longo prazo reflete uma percepção crescente de risco associada à trajetória ascendente da dívida pública.
Juros como consequência, não como causa
Mendes sustentou que os juros são consequência do desequilíbrio fiscal, e não sua causa. Como exemplo, citou o período posterior à aprovação do teto de gastos, em dezembro de 2016, quando a taxa de juros real caiu para entre 3% e 4% ao ano diante da expectativa de que o mecanismo funcionaria e de que haveria um ajuste fiscal mais significativo.
“Hoje a taxa de juros está acima de 8%”, ressaltou.
