O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (17), em meio a uma grave crise financeira e ao fechamento de lojas.
Para Lucinda Pinto, analista e editora da CNN Money, a instabilidade da varejista não é recente, e o patamar elevado dos juros representou o golpe final sobre uma empresa já fragilizada há muitos anos.
A analista destacou que a crise do varejo atinge especialmente empresas voltadas ao consumidor de baixa renda, segmento no qual a inadimplência é mais intensa e o aperto financeiro mais severo.
“A maior parte dessas empresas se dedica a essa classe de consumo de renda mais baixa, que é justamente onde a gente está vendo a inadimplência afetar mais”, afirmou.
Esse público, segundo ela, depende do crédito para consumir, e a restrição ao crédito reduz diretamente as vendas, criando uma dualidade difícil de resolver: “Se você não empresta dinheiro, você não vende. Mas se você empresta dinheiro errado, você acaba tendo inadimplência.”
Lucinda traçou um histórico detalhado das dificuldades da Casas Bahia. Segundo ela, os problemas remontam a 2009, quando ocorreu a fusão da empresa com o Ponto Frio, do GPA.
“A empresa enfrentou muita dificuldade para combinar as operações”, explicou.
Em 2015, a companhia já fechava lojas e apresentava desempenho fraco.
