A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e outras 24 pessoas no âmbito da Operação Overclean. Entre os investigados estão empresários e agentes públicos. A apuração trata de suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados a emendas parlamentares.
Além de Moura, Fábio e Alex Parentes estão entre os indiciados. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos considerados fraudulentos.
O indiciamento encerra a etapa de investigação conduzida pela Polícia Federal. Com a conclusão do trabalho policial, o material segue para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe à PGR decidir se oferece denúncia, solicita novas diligências ou pede o arquivamento do caso.
O que a Polícia Federal investiga
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como corrupção, fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos. A investigação começou na Justiça Federal, mas chegou ao STF por envolver pessoas com prerrogativa de foro. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques.
A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em 10 de dezembro de 2024. Na ocasião, a PF informou que servidores públicos facilitavam a contratação de empresas previamente escolhidas. Os contratos, segundo a investigação, eram superfaturados e permitiam o desvio de recursos.
