Uma tecnologia que funciona perfeitamente em um ambiente controlado, mas nunca chega à rotina de um hospital, tem impacto praticamente zero para o paciente. Essa constatação parece óbvia, mas talvez seja hoje uma das questões mais importantes quando falamos sobre inteligência artificial na saúde.
Os avanços tecnológicos dos últimos anos foram extraordinários. Modelos já conseguem apoiar diagnósticos, interpretar exames, acelerar pesquisas clínicas, automatizar atividades administrativas e analisar volumes de dados que seriam impossíveis de processar manualmente. A discussão, portanto, deixou de estar concentrada apenas naquilo que a inteligência artificial é capaz de fazer.
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O desafio agora é fazer com que ela seja efetivamente utilizada.
Esse é um dos pontos mais interessantes do relatório Scaling Artificial Intelligence in Health, publicado pela OCDE. A inteligência artificial já está presente nos sistemas de saúde dos países analisados pelo estudo, especialmente em atividades administrativas. Quando se olha para adoção em escala, porém, a realidade é muito diferente. Em aplicações de IA para imagens médicas, por exemplo, apenas 10% chegaram a uma implementação em nível nacional.
Essa distância entre capacidade tecnológica e adoção revela onde está o verdadeiro gargalo.
Construir um algoritmo capaz de apresentar resultados promissores é uma conquista relevante.
